19
junho
2013
Publicado originalmente em 1994, O Palácio da Meia-Noite – segundo romance do fenômeno espanhol Carlos Ruiz Zafón – traz uma narrativa repleta de fantasia e mistério sobre coragem e amizade. No Brasil, a obra é publicada pela editora Suma de Letras, que está lançando ao longo deste ano os três primeiros livros de Zafón: O Príncipe da Névoa, lançado em fevereiro, O Palácio da Meia-Noite, recém lançado, e Luzes de Setembro, previsto para o final do ano.
Ben e Sheere são irmãos gêmeos cujos caminhos se separaram logo após o nascimento: ele passou a infância num orfanato, enquanto ela seguiu uma vida errante junto à avó, Aryami Bosé. Os dois se reencontram quando estão prestes a completar 16 anos.
Junto com o grupo Chowbar Society, formado por Ben e outros seis órfãos e que se reúnem no Palácio da Meia-Noite, Ben e Sheere embarcam numa arriscada investigação para solucionar o mistério de sua trágica história.
Uma idosa lhes fala do passado: um terrível acidente numa estação ferroviária, um pássaro de fogo e a maldição que ameaça destruí-los. Os meninos acabam chegando até as ruínas da velha estação ferroviária de Jheeter’s Gate, onde enfrentam o temível pássaro.
Confira O Palácio da Meia-Noite aqui.
12
junho
2013
Neste lançamento da editora Companhia das Letras, a autora inglesa A. S. Byatt mistura os mitos e lendas nórdicos com autobiografia. Em Ragnarök – o fim dos deuses, Byatt reconta alguns dos mais importantes mitos dos deuses nórdicos ao mesmo tempo em que relembra seu primeiro contato com essas histórias.
Ragnarök, em islandês antigo, significa “crepúsculo dos deuses”, ou ainda, “julgamento dos deuses”. Ambas as acepções estão contidas nas sagas mitológicas germânicas e escandinavas compiladas a partir do século XIII. Para os antigos nórdicos, o fim dos deuses era também o fim dos tempos, comparável ao Juízo Final dos cristãos, com a importante diferença de que não havia esperanças de uma vida além-túmulo: após o colapso do Valhalla – o suntuoso palácio das divindades -, o universo se transformará para sempre num lugar escuro, árido e desabitado.
Neste livro híbrido entre mitologia e autobiografia, A. S. Byatt recupera algumas das mais importantes histórias sobre a gênese e o fim do mundo segundo os povos bárbaros – vikings, islandeses, germanos – que habitaram o norte da Europa até sua cristianização. Encantada desde a infância por deuses como Odin, Frigg, Loki e Thor, a autora de Possessão (romance vencedor do Man Booker Prize de 1990) reconta suas aventuras em meio a gigantes, elfos, lobos e serpentes monstruosas; paralelamente, Byatt rememora suas próprias experiências durante a primeira leitura das narrativas de que esses seres fantásticos são protagonistas.
Ostentando poderes prodigiosos, equiparados às forças incontroláveis da natureza, mas também às fragilidades mais típicas dos homens, as divindades do panteão nórdico provocam seu próprio fim com suas paixões imprudentes. Trata-se de um eloquente eco das catástrofes humanas e naturais anunciadas pela atual degradação ambiental e pela escalada dos conflitos bélicos.
Confira Ragnarök – o fim dos deuses aqui.
10
junho
2013
Hanói, de Adriana Lisboa, publicado pela editora Alfaguara, é um romance sobre deslocamentos, sobre detalhes que mudam um destino, e sobre a transitoriedade da vida. É também uma história contemporânea sobre o encontro de culturas distintas e miscigenação.
David é brasileiro, filho de mãe mexicana e de pai brasileiro. Alex é uma garota que vem de uma linhagem de mulheres vietnamitas que se envolveram com americanos; primeiro na Guerra do Vietnã, agora em Chicago, onde tanto ela quanto David tentam sobreviver, contornando as adversidades. São filhos de imigrantes, vivendo numa mescla de hábitos e culturas, num mosaico de identidades que tantas vezes perpassa o mundo contemporâneo. Alex é mãe solteira, e procura conciliar os estudos ao trabalho no mercado asiático. David está na casa dos 30 anos, é apaixonado por jazz, toca trompete e teria o futuro à sua frente, se não fosse por uma notícia inesperada: foi diagnosticado com uma doença terminal.
Ao entrelaçar essas vidas tão díspares, Adriana Lisboa cria uma história de amor e determinação, mas também de aceitação e renúncia, em que as escolhas de uma pessoa podem mudar o destino dos que estão ao seu redor.
Hanói pode ser adquirido aqui.
7
junho
2013
O Grande Gatsby. O grande romance americano, considerado uma das melhores obras do século XX. Escrito por F. Scott Fitzgerald em 1925, o livro retrata a vida de excessos da alta roda da próspera sociedade americana da década de 1920, logo após a 1ª guerra mundial.
A história é narrada por Nick Carraway, um veterano da 1ª guerra que acaba de chegar a Nova York como negociante, e aluga uma casa modesta em Long Island ao lado da exuberante mansão do misterioso milionário Jay Gatsby, onde todos os fins de semana são preenchidos com festas extravagantes. Ao longo da história, Nick conta o desenrolar do romance entre sua prima Daisy, casada com Tom Buchanan, um velho conhecido de Nick, e Gatsby; o caso entre Tom e Mirtle Wilson, esposa do mecânico George Wilson; e seu próprio envolvimento com Jordan Baker, amiga de Daisy. Tudo regado a festas descomunais, cheias de glamour e excessos, e com o tom da tragédia esperando no final.
Mais do que uma história de amor, traição e tragédia, O Grande Gatsby é uma crítica ao “sonho americano”, na época em que os excessos dos milionários e a proibição de bebidas alcoólicas no país (que impulsionou o crime organizado) dividiam o mesmo espaço.
Gatsby já ganhou várias adaptações para o cinema e TV, a mais nova, do diretor Baz Luhrmann, estreia amanhã nos cinemas de todo Brasil e tem no elenco Tobey Maguire no papel de Nick Carraway, a inglesa Carey Mulligan como Daisy Buchanan e Leonardo DiCaprio como o milionário Jay Gatsby.
Assista ao trailer do filme aqui.
Com a estreia do longa, novas edições do romance de Fitzgerald estão sendo lançadas, inclusive com capa do filme. Confira edições novas e antigas desse clássico da literatura, com +10% de desconto ao fechar o pedido, somente pelo link abaixo:
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A promoção pode ser acessada somente através do link acima e é válida apenas até domingo, compreendendo o fim de semana de estreia do filme.
Boa leitura e bom filme!
5
junho
2013
O lugar do olhar, de Paulo Cesar da Costa Gomes, publicado pela editora Bertrand Brasil, é um convite à interpretação espacial de imagens e do próprio fenômeno da visibilidade e, sobretudo, um estímulo para que o leitor reflita visualmente sobre os lugares, recuperando o sentido da observação. Desse modo, torna visível aquilo que, de outra forma, passaria desapercebido.
A partir de pequenos relatos sobre a evolução da geografia, sobre a história da arte, sobre a arquitetura, sobre o urbanismo ou sobre a vida urbana moderna, o autor conduz o leitor a percorrer e a analisar representações, dispositivos espaciais de visualização que, assim reunidos, permitem a eles, aos poucos, desvendar a trama complexa que condiciona a percepção e contingência, a compreensão do que se apresenta ao olhar.
O lugar do olhar se fundamenta na hipótese de que aquilo que é visto e como é visto depende, em grande parte, de onde está situado olhar de cada um.
Confira O lugar do olhar aqui.
27
maio
2013
Neste lançamento da editora Arqueiro, a nova aventura do simbologista Robert Langdon, personagem já famoso por protagonizar O Código Da Vinci, Anjos e Demônios e O Símbolo Perdido, Dan Brown conduz o leitor por mais uma história de suspense, ação, história, arte, códigos e símbolos, desta vez pelo coração da Itália e sua obra literária mais famosa: A Divina Comédia, de Dante Alighieri.
No meio da noite, o renomado simbologista Robert Langdon acorda de um pesadelo, num hospital. Desorientado e com um ferimento à bala na cabeça, ele não tem a menor ideia de como foi parar ali.
Ao olhar pela janela e reconhecer a silhueta do Palazzo Vecchio, em Florença, Langdon tem um choque. Ele nem se lembra de ter deixado os Estados Unidos. Na verdade, não tem nenhuma recordação das últimas 36 horas.
Quando um novo atentado contra a sua vida acontece dentro do hospital, Langdon se vê obrigado a fugir e, para isso, conta apenas com a ajuda da jovem médica Sienna Brooks.
De posse de um macabro objeto que Sienna encontrou no paletó de Langdon, os dois têm que seguir uma série inquietante de códigos criada por uma mente brilhante, obcecada tanto pelo fim do mundo quanto por uma das maiores obras-primas literárias de todos os tempos: A Divina Comédia, de Dante Alighieri.
Dessa vez Robert Langdon precisa usar sua grande habilidade como simbologista para salvar a própria vida e conter uma ameaça que pode destruir toda a humanidade.
Confira Inferno aqui.
24
maio
2013
A Marca de Atena, lançado este mês pela editora Intrínseca, é o terceiro volume da série Os Heróis do Olimpo, continuação direta da saga Percy Jackson e os Olimpianos. Aqui, Rick Riordan mescla mitologia grega e romana, introduz novos personagens e revisita velhos conhecidos dos fãs de Percy Jackson.
Annabeth está apavorada. Justo quando ela está prestes a reencontrar Percy – após seis meses afastados por culpa de Hera -, o Acampamento Júpiter parece estar se preparando para o combate. A bordo do Argo II com os amigos Jason, Piper e Leo, ela não pode culpar os semideuses romanos por pensarem que o navio é uma arma de guerra grega: afinal, com um dragão de bronze fumegante como figura de proa, a fantástica criação de Leo não parece mesmo nada amigável. Annabeth só pode torcer para que os romanos vejam seu pretor Jason na embarcação e compreendam que os visitantes do Acampamento Meio-Sangue estão ali em missão de paz.
Os problemas de Annabeth não param por aí – ela carrega no bolso um presente da mãe, que veio acompanhado de uma ordem intimidadora: Siga a Marca de Atena. Vingue-me. A guerreira já carrega nas costas o peso da profecia que mandará sete semideuses em busca das Portas da Morte. O que mais Atena poderia querer dela?
O maior medo de Annabeth, no entanto, é que Percy tenha mudado. E se ele já estiver habituado demais aos costumes romanos? Será que ainda precisará dos velhos amigos? Como filha da deusa da guerra e da sabedoria, Annabeth sabe que nasceu para liderar; no entanto, também sabe que nunca mais vai querer viver sem o Cabeça de Alga.
Confira A Marca de Atena aqui.
22
maio
2013
Dona de uma linguagem que seduz o leitor, Marie NDiaye foi agraciada com o prêmio Femina (em 2001, com Rosie Carpe), e o prêmio Goncourt 2009 (com Três mulheres fortes, lançamento da Cosac Naify), tornando-se a única escritora francesa a receber o Goncourt e o Femina em toda a história dos dois prêmios.
Três mulheres fortes é formado por três histórias que falam de mulheres que não se dobram. Apanhadas em situações de incerteza, sofrimento e derrota pessoal, elas resistem à aniquilação — cada uma à sua maneira.
Norah, advogada em Paris, volta à casa do pai, na África, e aprende a libertar-se dele; Fanta, a professora que deixa uma vida bem-sucedida em Dakar para acompanhar o marido francês e se tornar dependente dele, mostra-se mais forte que o marido a ponto de impedir que ele sucumba à depressão; e Khady, pobre viúva senegalesa banida pela família do marido, é capaz de resistir à privação mais absoluta.
Confira Três mulheres fortes aqui.
17
maio
2013
Lançamento da editora Suma de Letras, o livro Entre o Agora e o Nunca entrou para a lista dos mais vendidos em ficção do New York Times a partir do boca a boca gerado nas redes sociais. O romance foi escrito pela americana J. A. Redmerski, fã confessa de autores como Neil Gaiman, Anne Rice e J. K. Rowling.
Narrado em capítulos que alternam as vozes dos jovens protagonistas Camryn Bennett e Andrew Parrish, o romance é uma espécie de road trip, com pitada pop rock, que conta uma história de amor, sexo e celebração da liberdade.
Camryn Bennett é uma jovem de 20 anos insatisfeita com a própria vida. Ela mora com a mãe e trabalha numa loja. Seu sonho de viajar pelo mundo com uma mochila nas costas parece cada vez mais distante. Ian, seu namorado, morreu num acidente de carro há um ano, fato que a traumatizou. O pai abandonou a família e o irmão mais velho, Cole, está na prisão. A gota d’água é quando seu plano de morar com a melhor amiga, Natalie, vai por água abaixo após o namorado de Nat revelar que está apaixonado por Camryn.
Perdida, sem saber o que fazer, Camryn vai para rodoviária e pega o primeiro ônibus interestadual, sem se importar com o destino. Com uma carteira, um celular e uma pequena bolsa com alguns itens indispensáveis, a jovem embarca para o estado de Idaho.
O que ela não esperava era conhecer Andrew Parrish, um jovem sedutor e misterioso, a caminho para visitar o pai, que está morrendo de câncer. O personagem é um perfeito bad boy, músico de blues, belo e tatuado. Ele se aproxima da companheira de viagem, primeiro para protegê-la, mas logo uma conexão irresistível se forma entre os dois. Camryn tenta lutar contra o sentimento, já que jurou nunca mais se apaixonar desde a morte de Ian. Andrew também tenta resistir, motivado pelos próprios segredos.
Confira Entre o Agora e o Nunca aqui.
15
maio
2013
Recentemente lançado pela Companhia das Letras, a Nova antologia pessoal foi organizada pelo próprio Borges e publicada pela primeira vez em 1968. A coletânea reúne ensaios, poemas e prosa de ficção que o autor vinha publicando desde os anos 1930, entre os quais alguns de seus trabalhos mais célebres, como os contos A Intrusa e Tlön, Uqbar, Orbis Tertius e os poemas Everness e Junin. Traz também um conjunto de textos sobre literatura que atesta o brilhantismo de Borges como leitor e crítico literário.
Em sua vasta atividade crítica, a organização de inúmeras antologias teve papel decisivo. Por meio delas, com os achados e a seleção de sua alta inteligência, fecundou seu ambiente literário, abrindo-o para traduções inéditas. Suscitou o diálogo com textos raros, desconhecidos ou reinventados; renovou o repertório dos autores considerados clássicos.
Como antologista da própria obra, Borges não foi menos rigoroso. Tinha autocrítica severa com relação aos poemas da primeira juventude e vivia a reescrever os próprios textos. Esse trabalho pode ser visto na Antologia pessoal, originalmente de 1961, publicada pela Companhia das Letras na coleção Biblioteca Borges em 2008, e agora na Nova antologia pessoal.
Mais generosa que a primeira, a Nova antologia traz um volume maior de textos e assuntos. A perplexidade metafísica, a memória dos mortos que se perpetua nos poemas, as imagens cifradas de uma língua pretérita, a linguagem, a pátria, o destino paradoxal dos poetas – esses e vários outros temas são nela recorrentes.
A exemplo da anterior, esta antologia forma um caleidoscópio, em que pedacinhos de vidro recombináveis fantasiam as múltiplas faces da totalidade.
A Nova antologia pessoal de Borges pode ser adquirida aqui.









